segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O Seqüelado - 2º Capítulo

- Quer fazer um sexo? – foi o que o Seqüelado falou.
A pergunta inperguntável. O Seqüelado penetrou no território onde as palavras devem permanecer mudas. Nenhuma mulher, bêbada ou não, aceitaria uma oferta como essa. Nem se a mulher fosse daquelas que tem de se pagar. Imagine então a reação que uma loira daquelas teria. Só os viventes que lá estiveram pra ter uma leve noção dos acontecimentos que sucederam após aquele infame questionamento. A expressão da loira, que antes era algo entre encantamento e aventura, transformou-se em uma fúria incontinente. Só o que vi, foi o punho dela atingindo o rosto do Seqüelado. No terceiro golpe, ele caiu. Nisso, outras duas loiras apareceram para ajudar a companheira. Uma mais linda que a outra. A primeira, logo o atingiu com uma bolsada. A segunda, usou o bico de seu sapato plataforma para atingir o nariz do oponente. Eu e meus amigos ficamos pasmos olhando para cena: o Seqüelado estirado no chão apanhando de três aviões com cabelos cor-de-sol. Nem sequer hipotetizamos de parar aquele tumulto. Depois de alguns minutos (devem ter sido uns 3 ou 4) o espancatamento terminou. As três loiras se afastaram, como se nada tivesse acontecido, rebolando suas bundaças por aí. Passado o perigo de enfrentar três mulheres revoltadas, fomos socorrer o Seqüelado.
O estado dele era calamitoso. O rosto estava desfigurado. Parte do cabelo não estava mais lá. O nariz sangrava. Ele parecia estar desacordado, quando algo parecido com um grunhido saiu dos lábios:
- Eia na qui faiê um sesco cumi!
- Hein?! – perguntei.
- EIA NA QUI FAIÊ UM SESCO CUMI! – gritou, desesperado, o Seqüelado.
Levamos ele para fora daquela festa de maluco. Mais calmo, ele voltou a falar. Dessa vez entendemos:
- Ela não quis fazer um sexo comigo!
- Quê? – alguém se espantou.
- Eu perguntei se ela queria fazer um sexo comigo e ela me bateu...
Todo mundo caiu na gargalhada. O Seqüelado era um cara assim. Meio fora das bitola, meio viado. Não que ele fosse um viado daqueles tipo gay. Ele era um viado daqueles que pegava mulher. Só de vez em quando, mas pegava. Quando digo de vez em quando, é de vez em quando mesmo. Naquela altura do campeonato, já devia fazer mais de 90 dias que ele não se relacionava com alguém do sexo oposto.
- Vamo pagá uma muié pro Seqüelado! – propôs alguma alma caridosa.
A proposta foi aprovada por unanimidade. Quer dizer, o único que não se manifestou foi o próprio Seqüelado. A turma toda tava afim de ir.
- Mas onde? – era a dúvida.
- Na Boca de Ouro – houve a sugestão.
- Nã... – o Seqüelado até tentou evitar, mas o carro, um Voyage ano 84, motor a álcool transformado pra gasolina, arrancou naquele exato momento...

O que acontecerá com o Seqüelado? Qual o motivo dele não querer ir para a Boca de Ouro?
Entenda, lendo o terceiro capítulo de... O Seqüelado!!!

3 comentários:

Unknown disse...

ahhahahahahh mtuuu ingraçadoo
ta mtuu massa
continua assim vlwwww.!!

Johnny M. disse...

Humor interessante. O sequelado é meio o Super Sincero.

Gigis disse...

muito massa o teu folhetim!!mandou pro David??