sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

O Seqüelado - 1º Capítulo

O Seqüelado não era normal. Ele era meio... Como eu posso dizer?!...meio viado. Mas não era viado daqueles tipo gay. Era um viado daqueles que pegava mulher. Só de vez em quando, mas pegava. Nada que desse muito trabalho. Telefonar para alguma? Jamais. Convidar para sair? Nem sob decreto presidencial. Para o Seqüelado, mulher era uma coisa circunstancial. Se aparecesse uma gostosona na frente, até que rolava. Desde que ela tomasse a iniciativa, é claro.
Sair para a noite com o Seqüelado era uma hilariice só. A turma não parava de zoar ele:
- E aí Seqüelado, vai pega muié hoje?
- Vamo, vamo meu... – respondia, não muito à vontade.
Certa vez, numa daquelas festa que toca umas música que só fazem barulho, música eletrotecnopsicodélica, ou algo do gênero, uma loira deu moral pro Seqüelado. A garota era maravilhosa. Barriguinha de fora, piercing no umbigo, peitão siliconado...Isso sem se falar na bunda. A bunda era um troço fantástico... Tinha tudo que uma boa bunda deve ter. E um pouco mais. Era formosa, volumosa, deliciosa... O Seqüelado ficou tarado por aquela bunda. E a dona dela (da bunda) não tirava os olhos do Seqüelado.
O Seqüelado não era exatamente feio, tinha lá seus encantos. Cabelo comprido, olhos azuis, jeitão largado... Um cara interessante. Mas tinha um problema: ele era meio viado. Mas não era viado daqueles tipo gay. Era um viado daqueles que pegava mulher. Só de vez em quando, mas pegava.
E aquela parecia ser uma dessas ocasiões especiais, em que ele pegaria. Fazia três ou quatro meses que a galera não via o Seqüelado pegar mulher. Todo mundo já tava meio desconfiado, achando que ele não era só meio viado, que ele era um viado completo. Aquela noite, seria a hora da verdade. A loiraça tava babando pelo Seqüelado. E ele, pela bunda dela. O negócio tinha que acontecer. Ali e agora, na festa de música tecnoeletropsicoravedélica, ou seja lá o que fosse. O que interessa é que os dois se queriam. Bastava o Seqüelado ir para cima dela. A loira do bundão tava no papo.
Mas, o tempo foi passando, e nada. A bunduda continuava dispensando os machos que a cercavam. Ela queria o Seqüelado, somente ele. Era só ele chegar, e levar. Dois ou três minutos de conversa, no máximo. A turma, que já tava estressada porque ele não tomava uma atitude, decidiu encorajar o Seqüelado:
- Ô Seqüelado, vai lá e chega na loira...tá esperando o quê?
- Tu é macho ou tu não é?
- Vai pra cima, rapá...ela te quiere...
O Seqüelado suava frio. Tava tentando criar coragem. A bunda magnetizava os hormônios do rapaz. Ele pensou. Bebeu mais um gole de vodka e outra dose de whisky, e se mandou... Todos pararam para ver aquela cena. Ninguém piscava os olhos. O Seqüelado jamais tivera um monumento daqueles em suas mãos. E ele ia chegar. E, todos, sabiam que era quase zero a chance de ele não pegar a gostosona. Seria o fim das gozações. Ninguém mais tiraria o Seqüelado por não pegar mulher. A loira, se fosse famosa, estaria na capa da Playboy. Mostrando a bunda, pra todo mundo ver. E ela ia ser do Seqüelado, isso era certo. Era a vingança, por todo esse tempo de seca e zoações. O Seqüelado ia pegar a mulher de curvas mais curvilíneas que a rapaziada já tinha visto
E ele se aproximou, devagarinho, e sussurou no ouvido dela...

E agora? O que o Seqüelado dirá para a loiraça? Será que ele vai pegar?
Saiba brevemente, no próximo capítulo de... O Seqüelado!!!

Um comentário:

Jak Viana disse...

Bom por ter apenas dois posts, presumo que seja novo por essas bandas.Então bem vindo ao mundo dos Blogs...
Gostei da forma que escreve!
Vou ficar de olho... rss
PS: te achei na comunidade de Goiânia!
Bjs