sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O Seqüelado - 4º Capítulo

- Tu já viu o pomo de adão dela? – gritei, alertando o Seqüelado.
- Já, já meu... Tri massa... – respondeu, enquanto dançava com ela...ele...
Quando virei as costas, cansado das tentativas frustradas de fazer o Seqüelado gostar de mulher, ele complementou...
- Tava com saudades dela, da Angélica...Fazia um tempão que não a via, até pensei que ela tava braba comigo...
- QUÊ?!
- É que eu tava devendo um dinheiro pra ela de uma outra noite, por isso que não queria vir aqui. Achei que ela ia querer bater em mim. Tu já viu o tamanho do braço dela?! Tava me cagando de medo...
Aquilo foi a gota d’água. O Seqüelado não era só meio viado, era um viado completo. As mulheres que ele andava pegando, eram, na verdade, homens. Aquilo soou muito mal na galera. Uma ira tomou conta de todos.
Uma garrafa de cerveja logo voou na cabeça do traveco do Seqüelado. Um soco atingiu uma puta que veio em auxílio. Um pontapé pegou no estômago da garçonete. A confusão era generalizada e tudo porque...porque o Seqüelado gostava de homem. Tantos anos de convivência, tantos momentos juntos. E ele era viado. Não meio viado, daqueles que pegam mulher. O Seqüelado era um viado completo. Que pega homem, e tudo.
O passado se explicava. O Seqüelado sempre foi um cara precoce. Aos 12 anos, entrou em coma alcoólico pela primeira vez, depois de exagerar numa festinha com as coleguinhas de classe. Um ano depois, desapareceu um fim de semana inteiro. Os pais dele já estavam desesperados, quando finalmente ele foi encontrado pela polícia: em um quarto de motel barato, algemado e com os olhos vendados. Aos 16 anos, a primeira e última namorada: a Carol. Ela era, digamos, uma moça não muito respeitável. Mas, cegado pelo amor, ou sei lá o quê, o Seqüelado não largava dela. Parecia um puddle atrás de sua dona. A Carol tinha ele na palma da mão. Ela, de jeito algum, dava o que o Seqüelado queria...
- Só depois de dois meses... – dizia, a safada.
Demorou dois meses, mas o momento tão aguardado chegou. Foi naquela noite que eu conheci o Seqüelado, através de uns amigos em comum. Na época, eu não sabia muito sobre ele. Só sei que no dia seguinte depois do momento tão aguardado, a Carol deu um pé na bunda do Seqüelado. Essa história virou uma lenda, já que o Seqüelado jamais revelou a versão verdadeira e ela, sumiu do mapa, paradeiro desconhecido.
Mas, agora, ali na Boca de Ouro, tudo fazia sentido. O Seqüelado gostava de homens vestidos como mulheres. E ele esperava que a Carol fosse um homem, vestido de mulher. E a Carol não era. Era uma safada, que não valia muita coisa, mas era uma mulher. Uma mulher, vestida de mulher.
Mesmo decepcionados com a farsa do Seqüelado, ainda fizemos um último ato de amizade ao retirá-lo da boite após a confusão. Atiramos ele numa sarjeta em uma rua escura e o deixamos lá: embriagado, desonrado e sem dinheiro...

E agora? Como acabará a trágica noite do Seqüelado? Confira no último capítulo de... O Seqüelado!!!
ATENÇÃO: o final só será postado após 7 comentários deixados no 4º capítulo... façam suas apostas... o que acontecerá com "O Seqüelado"?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O Seqüelado - 3º Capítulo

Foi uma batalha tirar o Seqüelado de dentro do Voyage 84 quando estacionamos na frente da Boca de Ouro. Ele esperneava, contorcia-se, chutava qualquer um que aparecesse na frente. Parecia uma cabrita com ataque epilético. Não podia suportar a idéia de adentrar aquele estabelecimento. O Seqüelado agarrou-se com todas as forças ao puta-merda daquela carroça. Tivemos que apelar: puxei-o pelas pernas enquanto alguém ameaçava cortar os longos cabelos negros do Seqüelado. Em pouco tempo, rendeu-se. Arrastamos ele até a Boca de Ouro.
Mulheres de índole indecente desfilavam seus corpos semi-nus para os clientes. Tinha para todos os gostos. Morena safada do estilo potranca, loirinha filé-mignon com cara de safada, ruiva desdentada com seios siliconado... Aquilo era um antro da perdição.
Pedimos algumas cervejas. As vadias logo vieram dançar para nós. O Seqüelado, mais tranqüilo, desfrutava o momento. Em pouco tempo já estava mais animado e começou a se soltar.
- Vocês são maravilhosas, maravilhosas... – gritava, extasiado.
Lá do outro lado do salão, avistei uma morena que vinha na direção de nossa mesa. Quando ela chegou perto, vi que não era lá tudo isso, era magrinha, mais feia do que bonita... Mas, para o Seqüelado, já estaria mais do que bom. Resolvi ir negociar os preços com ela. Porém, antes que eu pudesse me aproximar, o Seqüelado já conversava com a morena. Pareciam dois velhos amigos. Cochichavam um no ouvidinho do outro. Parei de beber para prestar mais atenção naquela cena. Observei melhor a puta. Era alta, devia ter mais ou menos um metro e setenta e cinco. Com o salto, ficava maior ainda. As coxas eram finas. A cintura, também.
- Bom, para o Seqüelado já está mais do que bom... – pensei.
O papo continuava rolando entre os dois. Já imaginava que não precisaríamos nem desembolsar grana para conseguir uma mulher para o Seqüelado. Naquela noite, ele se resolveria sozinho. Continuei olhando os dois, quando vi que tinha algo de errado.
Fiquei preocupado, preocupado mesmo. O futuro do Seqüelado estava em jogo. Será que ele não havia percebido? Não, não pode ser. Um pensamento veio à minha cabeça. Será que não era só coincidência os dois conversarem como velhos amigos? Qual o motivo dele não querer vir para a Boca de Ouro? Ele sabia, sabia sim. Tava na cara que o Seqüelado sabia que a morena estaria lá. É por isso que ele se recusava veementemente a entrar. Tá certo que para ele mulher era uma coisa circunstancial.
- Poucas, mas boas! – dizia o Seqüelado, vez por outra.
Mas aquilo, aquilo era demais. Como não perceber um troço daqueles?
O Seqüelado, naquela hora da madrugada, já estava totalmente embriagado. Pobre criatura, vai cair na armadilha, pensei. Decidi agir, ajudar meu amigo a se livrar daquela morena... Falsa morena...

O que a morena tem de errado? O Seqüelado conseguirá se livrar da armadilha?
Em breve, no quarto capítulo do estimulante folhetim... O Seqüelado!!!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Qual a cor do uniforme do Nacional de Patos?

Alguém aí sabe? Eu, honestamente, não sei. Vou fazer uma pesquisa no google pra ver se descubro alguma coisa. Antes do sorteio das chaves da Copa do Brasil, eu não sabia nem da existência desse time aí, imagine então a cor da camisa.
Culpa da politicagem que impera no segundo maior torneio de futebol do país. Inchada com times de terceira e quarta linha, as primeiras duas fases praticamente não apresentam quaisquer dificuldades para as equipes que realmente disputam o título. Em um jogo ou outro, normalmente o de ida, até pode acontecer alguma coisa. Mas na volta, o pequeno recebe uma sacolada de gols e volta com a cabeça inchada para os seus domínios.
A proposta que este blog apresenta não é a extinção da essência desta competição: a de levar o futebol para todos os cantos do país. “O Furúnculo” apenas levanta a hipótese de selecionar aqueles que jogarão com os maiores clubes. Fases preliminares regionais indicariam apenas os candidatos qualificados para, eventualmente, serem uma zebra no enfrentamento com os times grandes.
Amanhã, em Patos, mais um exemplo da monotonia inicial da Copa do Brasil. O Inter vai com que tem de melhor para o embate com o Nacional. Se for bem, ganha por mais de 2 a 0 e mata o confronto aí mesmo. Se for mal, empata ou vence por menos de dois gols e acaba com o passatempo no Beira-Rio, semana que vem.
O primeiro sparring do Colorado tem no título estadual do ano passado a maior glória de seus 46 anos de vida. Nesta temporada, porém, até o nível doméstico decaiu. No último domingo, o Nacional perdeu em casa, no Estádio José Cavalcanti, por 2 a 0 para o Queimadense (quem?!) e foi eliminado do primeiro turno do regional paraibano.
Ah, antes que eu me esqueça: o Nacional de Patos é verde. Verde demais para agüentar a pressão do Colorado...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

O Seqüelado - 2º Capítulo

- Quer fazer um sexo? – foi o que o Seqüelado falou.
A pergunta inperguntável. O Seqüelado penetrou no território onde as palavras devem permanecer mudas. Nenhuma mulher, bêbada ou não, aceitaria uma oferta como essa. Nem se a mulher fosse daquelas que tem de se pagar. Imagine então a reação que uma loira daquelas teria. Só os viventes que lá estiveram pra ter uma leve noção dos acontecimentos que sucederam após aquele infame questionamento. A expressão da loira, que antes era algo entre encantamento e aventura, transformou-se em uma fúria incontinente. Só o que vi, foi o punho dela atingindo o rosto do Seqüelado. No terceiro golpe, ele caiu. Nisso, outras duas loiras apareceram para ajudar a companheira. Uma mais linda que a outra. A primeira, logo o atingiu com uma bolsada. A segunda, usou o bico de seu sapato plataforma para atingir o nariz do oponente. Eu e meus amigos ficamos pasmos olhando para cena: o Seqüelado estirado no chão apanhando de três aviões com cabelos cor-de-sol. Nem sequer hipotetizamos de parar aquele tumulto. Depois de alguns minutos (devem ter sido uns 3 ou 4) o espancatamento terminou. As três loiras se afastaram, como se nada tivesse acontecido, rebolando suas bundaças por aí. Passado o perigo de enfrentar três mulheres revoltadas, fomos socorrer o Seqüelado.
O estado dele era calamitoso. O rosto estava desfigurado. Parte do cabelo não estava mais lá. O nariz sangrava. Ele parecia estar desacordado, quando algo parecido com um grunhido saiu dos lábios:
- Eia na qui faiê um sesco cumi!
- Hein?! – perguntei.
- EIA NA QUI FAIÊ UM SESCO CUMI! – gritou, desesperado, o Seqüelado.
Levamos ele para fora daquela festa de maluco. Mais calmo, ele voltou a falar. Dessa vez entendemos:
- Ela não quis fazer um sexo comigo!
- Quê? – alguém se espantou.
- Eu perguntei se ela queria fazer um sexo comigo e ela me bateu...
Todo mundo caiu na gargalhada. O Seqüelado era um cara assim. Meio fora das bitola, meio viado. Não que ele fosse um viado daqueles tipo gay. Ele era um viado daqueles que pegava mulher. Só de vez em quando, mas pegava. Quando digo de vez em quando, é de vez em quando mesmo. Naquela altura do campeonato, já devia fazer mais de 90 dias que ele não se relacionava com alguém do sexo oposto.
- Vamo pagá uma muié pro Seqüelado! – propôs alguma alma caridosa.
A proposta foi aprovada por unanimidade. Quer dizer, o único que não se manifestou foi o próprio Seqüelado. A turma toda tava afim de ir.
- Mas onde? – era a dúvida.
- Na Boca de Ouro – houve a sugestão.
- Nã... – o Seqüelado até tentou evitar, mas o carro, um Voyage ano 84, motor a álcool transformado pra gasolina, arrancou naquele exato momento...

O que acontecerá com o Seqüelado? Qual o motivo dele não querer ir para a Boca de Ouro?
Entenda, lendo o terceiro capítulo de... O Seqüelado!!!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

O Seqüelado - 1º Capítulo

O Seqüelado não era normal. Ele era meio... Como eu posso dizer?!...meio viado. Mas não era viado daqueles tipo gay. Era um viado daqueles que pegava mulher. Só de vez em quando, mas pegava. Nada que desse muito trabalho. Telefonar para alguma? Jamais. Convidar para sair? Nem sob decreto presidencial. Para o Seqüelado, mulher era uma coisa circunstancial. Se aparecesse uma gostosona na frente, até que rolava. Desde que ela tomasse a iniciativa, é claro.
Sair para a noite com o Seqüelado era uma hilariice só. A turma não parava de zoar ele:
- E aí Seqüelado, vai pega muié hoje?
- Vamo, vamo meu... – respondia, não muito à vontade.
Certa vez, numa daquelas festa que toca umas música que só fazem barulho, música eletrotecnopsicodélica, ou algo do gênero, uma loira deu moral pro Seqüelado. A garota era maravilhosa. Barriguinha de fora, piercing no umbigo, peitão siliconado...Isso sem se falar na bunda. A bunda era um troço fantástico... Tinha tudo que uma boa bunda deve ter. E um pouco mais. Era formosa, volumosa, deliciosa... O Seqüelado ficou tarado por aquela bunda. E a dona dela (da bunda) não tirava os olhos do Seqüelado.
O Seqüelado não era exatamente feio, tinha lá seus encantos. Cabelo comprido, olhos azuis, jeitão largado... Um cara interessante. Mas tinha um problema: ele era meio viado. Mas não era viado daqueles tipo gay. Era um viado daqueles que pegava mulher. Só de vez em quando, mas pegava.
E aquela parecia ser uma dessas ocasiões especiais, em que ele pegaria. Fazia três ou quatro meses que a galera não via o Seqüelado pegar mulher. Todo mundo já tava meio desconfiado, achando que ele não era só meio viado, que ele era um viado completo. Aquela noite, seria a hora da verdade. A loiraça tava babando pelo Seqüelado. E ele, pela bunda dela. O negócio tinha que acontecer. Ali e agora, na festa de música tecnoeletropsicoravedélica, ou seja lá o que fosse. O que interessa é que os dois se queriam. Bastava o Seqüelado ir para cima dela. A loira do bundão tava no papo.
Mas, o tempo foi passando, e nada. A bunduda continuava dispensando os machos que a cercavam. Ela queria o Seqüelado, somente ele. Era só ele chegar, e levar. Dois ou três minutos de conversa, no máximo. A turma, que já tava estressada porque ele não tomava uma atitude, decidiu encorajar o Seqüelado:
- Ô Seqüelado, vai lá e chega na loira...tá esperando o quê?
- Tu é macho ou tu não é?
- Vai pra cima, rapá...ela te quiere...
O Seqüelado suava frio. Tava tentando criar coragem. A bunda magnetizava os hormônios do rapaz. Ele pensou. Bebeu mais um gole de vodka e outra dose de whisky, e se mandou... Todos pararam para ver aquela cena. Ninguém piscava os olhos. O Seqüelado jamais tivera um monumento daqueles em suas mãos. E ele ia chegar. E, todos, sabiam que era quase zero a chance de ele não pegar a gostosona. Seria o fim das gozações. Ninguém mais tiraria o Seqüelado por não pegar mulher. A loira, se fosse famosa, estaria na capa da Playboy. Mostrando a bunda, pra todo mundo ver. E ela ia ser do Seqüelado, isso era certo. Era a vingança, por todo esse tempo de seca e zoações. O Seqüelado ia pegar a mulher de curvas mais curvilíneas que a rapaziada já tinha visto
E ele se aproximou, devagarinho, e sussurou no ouvido dela...

E agora? O que o Seqüelado dirá para a loiraça? Será que ele vai pegar?
Saiba brevemente, no próximo capítulo de... O Seqüelado!!!